Full text of "Zara"
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Porf Cll^.^s
lHimMlMPPSMI^PIlPIMIl]
m
I Harvard College
Libraiy
I FROM THE FUND BEQUEATHED BT
^ Archibald Cary Coolidge
"" I Oass oj 1887
PROFESSOR OF HISTORT
I 1908-1928
I DIRECTOR OF THE UNIVERSITY UBRART
1910-1928
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ZARA
EDIGAO POLYGLOTTA
"V
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1894
ex:uBBis
ZARA
TIRAGEM
20 exemplares em papel do Japão n.«* i a 20
20 exemplares em papel Whatman n.*»« 2 1 a 40
60 exemplares em papel de linho azul n.«* 41 a 100
80 exemplares em papel de linho branco. . n.«« loi a 180
100 exemplares em papel de linho fino n.°" 181 a 280
Benemerítamente editorados pelo meu querido amigo, Ill.<"®
e £x."^ Senhor Dr. A. A. de Carvalho Monteiro, e não
postos á venda.
J. DE A.
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ANTHERO DE QUENTAL
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ZARA
EDIÇÃO POLYGLOTTA
Sti^y"
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1894
HARVARD
UNlVtRSITY
LlBRARY
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EDITOR
Dr. A. A. de Carvalho Monteiro.
COLLECTORES
Rafael Alumira, Maxime Fonnont, Platon de Waxel, Hago voo Meltz,
António Padula, Baroneza de Wreda, Jules Cornu, Tommaso Cannizzaro,
Prospero Peragallo.
COORDENADORES
F. Adolfo Coelho, A. R. Gonçalves Vianna.
REVISORES
D. Carolina Michaêlis de Vasconcellos, Consiglierí Pedroso, Gonçalves
Vianna, Xavier da Cunha, Santos Valente.
TABOA DOS IDIOMAS
Pag.
Português 5
Latim 7
Italiano 8 a 14
Siciliano i5
Calabrês 16
Napolitano 17
Bolonhês 18
Romanhol 19
Veneziano 20
Veronês 21
Milanês 22 e 23
Genovês 24 e 25
Romanche 26
Francês 27 a 35
WaDon 36
Beamês 37
Delphinês 38
Provençal 39
Catalão 40
Maiorquino 41
Castelhano 42 a 46
Asturiano 47
Mirandês 48
Gallêgo 49
Pao.
Rumeno 5o e 5i
Polaco 52 e 53
Bohemio 54
Russo 55
Sloveno 56
Slovaco 57
Croata 58
Grego 59
Albanês 60
Inglês 61 a 63
Dinamarquês 64
Norueguês : . . . 65
Sueco 66 e 67
Neerlandês 68 a 70
Allemão 71 a 73
Daco-saxonico 74
Bretão 75
Irlandês 76
Daco-cigano 77
Hebraico 78
Árabe 79
Finlandês 80 e 81
Himgaro 82
Basco 83
TABOA DOS TRADUCTORES
Pag.
Joséphine Costantíni Arntzen 65
Claire Baúer 29
Clelia Bertini-Attilj 8
Sofia Buinitsky 55
Maria P. Chitiu 5o
Elisabeth Linzen 69
Alice Moderno • 34
Helen S. Conant 63
Hilma Szinnyel 67
Joséphine Zaleska 52
Anonymos 16, 17, 60 e 77
Tugomir Alaupovic 58
António Arzac 83
Alphonse Baudouin 27
Joseph Bénoliel 28 e 78
Goran Bjorkman 66
N. Bigaglia 20
Demétrius Bikêlas 59
P. Josefus Budavary 57
Tommaso Cannizzaro 9, 10, i5 e 3o
Giuseppe Cellini 11
G. B. Cereseto 24
VIII
Pao.
Teodoro Cuesta 47
M. Curros y Enriques 49
F. W. Dríver 61
Tommaso Eberspacher 19
Maxime Formont 3i
A. de Gagnaud 39
René Ghil 32
Nicolau Goiry 43
Innocent Guaiata (general) 22
M. H 74
E. Hiel 68
Douglas Hyde 76
Kaarle Krohn 80
Hugo von Lomnitz 72
F. M. Luzel 75
F. Macry-Correale 12
G. A. Maggi 23
F. Mateu 40
Gíovanni Mathis 26
Achille Millien 33
Dr. Moldovan 5 1
Abou Naddara 79
Jéan Nortegue 38
G. Nunes de Arce 44
Ricardo Palma 45
IX
Pag.
G. L. Patuzzi 21
Prospero Peragallo i3, 14 e 25
Edgar Prestage 62
C.*« de Puymaigre 35
A. Richter 64
Alphonse Le Roy 36
Maurits Sabbe 70
Izidore Salles 3j
A. L. dos Santos Valente 7
Manuel Sardinha 48
Francisco Sellén 46
Joseph Strítar 56 e 73
Miguel S. Oliver 41
Wilhelm Storck 71
J. Szinnyel 81
Lomnitzi Valamír 82
Luís Vidart 42
laroslav Vrchlicky 54
Wladislaw Zukowski 53
ZARA
SCREVENDO cstcs maravilhosos ver-
sos, que tão immortalmente assi-
gnalam a passagem de uma doce
criança, pelos caminhos ínvios da existên-
cia, Anthero de Quental recuou aos seus
annos infantis e compoz, sem pensar nisso,
o epitaphio que quizera rubricar no seu
próprio tumulo, se o Destino Ih^o houvera
aberto, quando a Razão principiava de
guiar-lhe os passos. Os grandes gritos de
desalento e de magoa, que ora se compri-
mem abafados, ora rebentam como lavas,
na via-dolorosa dos Sonetos, teem um dos
seus mais nobres e justiceiros commenta-
rios nas estrofes, que tão piedosamente
allumiam a lousa, por detraz da qual, na
immobilidade rígida da Morte, ficou a mi-
nha pobre Irman, quando a alma lhe to-
mou porventura vôo,
Tâo cedo desta vida descontente,
em demanda das regiões do Bem, que An-
thero de Quental entresonhava, ao depor o
coração nas mãos de Deus, num abandono
de repouso.
Curvado pela dôr incomportável da via-
gem através da Vida, torturado pelo sofFri-
mento, que o alevantou em stoico, o grande
Poeta, ao murmúrio dessas bellas quadras,
reviveu inconscientemente e intensamente
as tormentas e os combates que lhe haviam
alanceado a Alma. . . — Se tivesse entrado
no paiz da Morte, antes de rasgar os pés
na urze bravia dos matagaes da Realidade!
E um saldo de compensações em favor da
idade feliz, perdida ao longe, como o fumo
de um lar, que nos espaços se dissipa,
acaso se lhe deparou na auréola constellada
dos beijos maternaes. Fechou os olhos, e
fundiu em versos que não morrerão nunca,
a legenda da existência própria, no ponto em
que desejara que ella se lhe houvesse inter-
rompido, a súbitas. Os dramas em que fora
autor ou protogonista — dramas no mais
alto sentido humano e psycologico da pala-
vra — deram-lhe essa antiga sabedoria de
experiências feita, que conduz á apotheose
dos que passam entre a magoa e as paixões
da existência tumultuosa, como uma som-
bra que deslisa ao lume-d^agoa. São que-
ridos dos Deuses os que morreram moços,
— já diziam os hellenos.
Súmmula de dores intimas e de catastro-
phes dilacerantes de um crente negativista,
de um quasi incomprehendido — numa iro-
nia superior das coisas que o próprio tom
elegiaco apenas pôde velar e suster a custo,
numa piedade como que trucidada violen-
tamente ás mãos da desilusão amarga, que
surge como uma estatua de mármore negro,
no plano final dessas duas estancias, — os
versos de Anthero entram no bronze dos
números da Anthologia grega, conservando
a cândida expressão das palavras da Sa-
kountala, no divino poema da índia antiga.
XIII
Dir-se-iam um soluço do Prometheu enca-
deado aflorando aos lábios de uma das Mu-
lheres da Bíblia.
Quasi obra prima literária, absoluta obra
prima de pensamento, elles mostram, em
oiro fino, a prodigiosa synthese do juizo de-
finitivo que o Poeta consagrou ás sangrentas
pugnas que, de roldão, lhe andavam avas-
salando o animo, continuamente librado aos
espaços do pensamento, e com azas de águia
real remontando a mundos transcendentes
de Verdade. São quasi tão autobiographi-
cos de uma idade perdida fantasticamente,
como o é do desfazer de illusóes queridas
essa eloquentíssima carta a Wilhelm Storck
que o Conde de Circourt me caracterisou
como o monumento de maior sinceridade,
que ainda vira em modernos tempos. Não
ter pelejado esses anceios, que o levaram
arrebatado para o au-delà das coisas, não
haver sentido a rude lucta de gladiadores
com que a Rasão e a Fé lhe entrechocavam
quotodianamente a alma, e, bem ao contra-
rio, erguer as mãos a apanhar estrellas, na
curva azul do espaço, passar inconsciente
como as rosas — taes foram as aspirações
XIV
supremas do ultimo cyclo do espirito extra-
ordinário desse homem intemerato e bom,
que, com duas balas de revolver, afundou
no próprio sangue a sede intensa de ideal
que lhe dominava a vida inteira.
Anthero de Quental ao acceitar o encargo
de íiindir a inscripção tumular de Zara, fa-
zia-me sentir que tal incumbência era, aos
seus olhos, não favor prestado, mas obse-
quio recebido. E, com um ou dois dias de
intervallo, escrevia-me: « — Ahi vae — o me-
lhor que soube fazer e de todo o coração».
Contrahida ficou, desde esse momento,
uma grande divida, que este Livro procura
solver, d^alguma forma, na mais formosa An-
thologia de versões, que uma poesia portu-
guesa tem conquistado. As mãos amigas, que
a meu convite e sob minha indicativa a rea-
lisaram, depoem-na comigo, piedosamente,
sobre duas sepulturas, que este Oceano di-
vide e que o meu coração reúne, numa
mesma evocação de saudade.
A bordo do Funchal, em frente da Ilha da Madeira.
Dezembro de 1893.
cfoatfHifn òc €haf^,
XV
t
ZARA
ZARA
A Joaquim de Anojo
EUZ de quem passou, por entre a magoa
E as paixões da existência tumultuosa.
Inconsciente como passa a rosa,
E leve como a sombra sobre a agua.
Era-te a vida um sonho: indefinido
E ténue, mas suave e transparente.
Acordaste. . . sorriste. . . e vagamente
Continuaste o sonho interrompido.
Lisboa, i6 de janeiro de 1880.
Cdcada d» SaBfAua, 107, !•
Amthero de Quental
TRADUCÇÕES
Latim.
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N
Q
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I
U
<
Italiano,
ZARA
Felice è quei che volse inconsciente
Fra i tumulti di sua vita penosa,
Come passa sui petali la rosa
E come un' ombra sulF acqua fuggente.
Era il tuo giorno pari ad un beato
Sogno lieve, ma dolce e trasparente;
Ricordasti. . . ridesti. . . e vagamente
Contintiasti il bel sogno troncato.
Roma.
Clelia Bertini-Attilj.
Italiano,
ZARA
Felice chi le angosce e il fuoco ardente
de la vita passo tumultuosa,
iiicosciente qual passa fresca rosa,
come ombra lieve su Tonda corrente.
Fu la tua vita un sogno — Indefínito
ma leggiero, soave, trasparente.
Ti svegliasti. . . hai sorriso. . . e dolcemente
hai rinterrotto sogno proseguito.
ToMMASo Gannizzaro.
Italiano.
ZARA
Felice chi passo per la bufera
e il mártir de Ia vita clamorosa
come passa incosciente e fresca rosa,
qual su Tonda tranquilla ombra leggiera.
T'era un sogno la vita — indefinito
lieve si ma soave e trasparente;
ti svegliasti, hai sorriso, e vagamente
segui il sogno sospeso, in altro sito.
Messina.
ToMMAso Gannizzaro.
IO
Italiano,
ZARA
Felice chi passo per entro il lutto
de la vita e le brame tempestose,
pur come incoscie passano le rose,
pur come lieve un'ombra sovra il flutto.
Era il tuo viver quasi indefinito
sogno trepido, puro, trasparente. . .
ti destasti. . . hai sorriso. . . e vagamente
il tuo sogno interrotto hai proseguito.
Modena.
G. Cellini.
II
ItaiiOHO.
ZARA
Tu passasti felice in mezzo ai píanto
E le passioni ardentí di quaggiú;
Come rosa nel suo vergine incanto,
Come lieve ombra che non riede piti.
Fu la tua vita un sogno: indeíinito
E vago sogno, ma dolce e leggier.
Ti svegliasti. . . hai sorriso. . . e proseguito
De rinterrotto sogno hai tu il sentier.
Reggio (Calábria.)
F. Macry-Correale.
Italiano,
ZARA
Felice è chi tra le passioni e i lutti
Delia nostra esistenza tumultuosa
Passo inconsciente, come è delia rosa,
E lieve, come V ombra sopra i flutti.
La tua vita fu un sogno: indeiinito
E ténue, ma soave e trasparente.
Ti svegliasti. . . hai sorriso. . . e dolcemente
II tuo sogno interrotto hai proseguito.
Lisboa.
Prospero Peragallo.
i3
Italiano.
ZARA
Felice é chi, tra il duolo e le profonde
Passion deir esistenza tumultuosa,
Passo inconsciente, ai pari delia rosa,
E lieve, come Tonda sopra Tonde.
T' era la vita un sogno: indefinito
E ténue, ma soave e trasparente.
Sveglia . . . hai sorriso . . . e vaporosamente
II tuo sogno interrotto hai proseguito.
Lisboa.
Prospero Peragallo.
14
Siciliano.
ZARA
Biatu cu passo nta la prufunna
timpesta di sta vita piníata
comu passa na rosa spinzirata,
adashiu comu Fumbra supra rynna.
La to vita fíi un sonnu ... ma indecisu,
leggiu, ma duci duci e trasparenti . . .
ti svigghiasti . . . rídisti a li tò genti. . .
e sichitasti lu sonnu suspisu.
ToMMASo Gamnizzaro.
i5
Calahrh.
ZARA
Biatu cu' 'nta' vita travagghiata
Passa 'mmenz' 'a li peni e li duluri
Senza m' *i senti: com' 'a dilícata
Rrosa, sbuccia, spampana, perdi lu culuri. . .
E leggia leggia, comu a n' umbricedda,
Chi ssupra air acqua carma tremulía,
E íFui queta supra air undicedda
Chi i cca' e di duàni, 'a pigghia e a 'nnaculia.
La vita tua, fu com' on 'nzonnu rraru,
Leputu, duci, chinu i cuntintizza
E di stu' sonnu beddu e tantu caru
T' arrussigghiasti china d' allirizza . . .
E di lu mundu, sulu 'a bona sorti
'A gioia t' ammustrau, e ti priasti,
E quandu a poi ti pigghia' la Morti
U sonnu to' spizzatu sevitasti . . .
i6
Napolitano.
ZARA
Benedítto chi passaie
chesta vita 'e peue e guaie,
come nasce e more 'a rosa,
senza maie se n'adduuà!
E pé te nu suonno fuie,
luongo e doce, 'o campa tuie .
Te scetaste. . . pó reriste. . .
e tumaste a t^addurmi!. . .
« « «
«7
Bolonhês.
ZARA
Beat chi 'n s' n' accorz brisa ed tútti el noj
A st' mònd, com' an s' n' addà
Brisa d' un íiòur eh' aj seppa crudà el foj
O d' un' ómbra eh' s' inspèccia int' 1' aqua eh' va.
La fo com' è un insonni la to vetta,
Un bèll insonni alzir,
Ti dsdà, t' ha fatt srizein, pó zetta zetta
Pr' arfar 1' insonni, t' ha tumà a durmir.
Alfredo Testoni.
i8
RomanhoL
ZARA
Fra tanta gioventú che soflFre e piagne
Beato quello che nun sente gnente,
Perche er core accusi nu' je se sfragne
E nun se fa guarda dali' antra gente.
Accusi parerà de fa un insogno
De quelli che a svejasse fa ppiú male,
Perche a svejasse poi nun c' è bbisogno
Quanno a sognà pare d' avecce V ale.
ToMMASo Eberspacher.
19
Veneziano,
ZARA
Xe fortuna chi a sto mondo canagia
Passa i so zorni in vida tempestosa
Senza saverlo, come fa una rosa,
Liziero come Tonda sú la spiagia.
La vida gera a ti un sogno fila
E grazioso, soave e trasparente :
Ti t' à svegià un pocheto, e alegremente
El bel to sogno ti gà continua.
Lisboa.
N. BlGAGUA.
20
Veranét.
ZARA
Fortunado ci a sto mondo canaia
tra i mali el passa e tra Tamor rabiosa,
sensa saverlo^ come fa na rosa,
liger, come su TÁdese na paia. . .
Ti te viveir in un sogno fila
doaria sola; ma belo, ma slusente;
ti t'è sveià CO la boca ridente,
e . . . el to sogno, poarina, ha seguità.
G. L. Patuzzi.
21
Milanêt.
ZARA
Fortunaa quel, che passa per sto mond
tra tribuleri, dispiasè, magòn,
senza crutzi o pensèr, senza afflizion,
come i ròs, come V ombra, come i ond.
La tua vita T è parsa un bel sogn d'or,
che lusíss come fa la gibigianna;
e el desedass V è staa un torna a fa nanna
sognand i angiol, el ciei e i so splendor.
General Innocent Guaita.
22
Milmh.
ZAKk
Fortuna, a sto mondasc, chi passa via,
Tra tanto trebulà, senza on penser,
L'istess che caseia e secca on íior leggier,
L'istess che passa su Tacqua on'ombría.
La vita on puro sogn Terá per ti;
De quij che piás, senza vedegh polid.
T'ee dervii i oeucc: t'ee faa 'I bocchin de rid,
E poeu t'ee seguitàa 'I sogn lassàa li.
G. A. Maggi.
23
Genovéi.
ZARA
Zara! Felise ti che ti é passa
Fra e tempeste da vitta e in mezo ao dú
Comine o profúmmo de un-na reuza in sciú,
Leggiera comme i'ombra in simma ao má.
L'éa per ti a vitta un soeunno indefinío,
Un-na vixion d'estè verso o mattin.
Ti t'é adesciá. . . ti è riso:. . . e ti è seguío
O to soeunno interrotto e u tó cammin.
Génova.
Glo: BatJ* Cersseto.
24
GcHovêi.
Ik^k
Felise chi fra i crussi e fra é pascioin immonde
De questa nostra triste esistenza in tumulto
U r é passou inconsciente, o comme passa a reúza,
E leggiero cosei, comme Tombra in scié onde.
A tó vitta a fú ún sêun-no, e ún sêun-no indeíinio,
Ma tranquillo, suave, e quèxi trasparente.
Ti t'é adesciá,. . . ti è riso. . . e in èstaxi de neúvo
Ti è continuou ó seún-no, appen-na interrompío.
Lisboa.
Prospero Peragallo.
25
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26
FramA.
ZARA
Henreux qui passe dans ce monde.
Entre les passions, les luttes, Ia douleur,
Inconscient conime Ia fleur,
Léger comme un reílet d'aile sur Teau profonde!
La vie, en songe mal fixe,
Indéfini, mais pur et tout plein de merveilles
Se changeait pour toi. — Tu t'éveilles,
Tu souris — et reprends le rêve commencé!
Bar-sur-Aobe.
Alphonse Baudouin.
27
Francês,
ZARA
Heureux celui qui peut, parmi les sombres flots
Des passions du coeur, qui jamais ne repose,
Passer inconscient, comme passe la rose,
Et léger, comme i'ombre à la face des eaux.
Tes beaux jours s'écoulaient, ainsi qu'un vague rêve,
Rêve charmant et pur, suave et transparent;
Tu féveilles soudain. . . sourís. . . et lentement
Ramènes ta paupière et le songe s'achève.
JOSEPH BéNOLIEL.
28
Francê».
ZARA
Heureux qui, dans la vie agitée et morose
Peut traverser douleurs, luttes et passions,
Léger comme sur Teau Tombre des alcyons,
Inconscient des jours sombres, comme la rose!
L'existence pour toi n^était encor qu'un rêve,
Indéíini, ténu, mais doux et transparent.
Tu t'éveilles, souris; et du songe attirant
Tu reprends le cours vague et désormais sans trêve.
Bar-sar-Aube.
Claire Bauer.
29
Francêt,
ZARA
Heureux qui traversa les angoísses profondes.
De Ia vie en émoi les orages, les flots,
Inconscient, pareil aux roses pudibondes,
Aussi vague et iéger qu'une ombre sur les eaux.
Ta vie était un rêve indefini, mobile,
Doux, calme, transparent sur tes yeux étendu;
Tu t'éveillas, . . ce fiat un sourire. . . et tranquille
Tu repris douccment le rêve suspendu.
Messina.
ToMMASO Cannizzaro.
3o
FroMcêt.
ZARA
Heureux celui qui passe au milieu des sanglots,
Des luttesy de Ia víe agitée et morose,
Inconscient, — ainsi qu'on voit passer la rose,
Légèrement, — ainsi qu'une ombre sur ies ílots!
Ton existence frêle et vague fiit un songe
Transparent et suave. — Eveillée un moment
Tu souris. — Mais bientôt tu repris doucement
Le rêve interrompu, que le trepas prolonge.
Paris.
Maxoce Formont.
3i
Fnmcét,
ZARA
Heureux, qui vont entre les heures de sanglots,
Et le tumulte des désirs luttant sans trèves!
Ah! teis d'inconscience que les roses breves
Et légers, tels que nuances d'ombres aux flots.
Pour toi, Ia Vie était un rêve: indéfini
Et vague, mais três doux, mais nu de transparence,-
Tu t'éveillas. . . sourire! et repris le silence
De ton même grand songe un instant desuni. . .
Paris.
René Ghxl.
32
Francêt,
IkKk
Bien heureux qui, parmi les épreuves du monde,
A travers la douleur humaine et les traças,
Passa comine la rose, en ne s'en doutant pas,
Passa légèrement comme Tombre sur Tonde!
Pour toi la vie était un rêve : inconsistant
Et vague, mais charmant dans sa trame si douce.
Tu t'éveillas . . . souris ... et repris sans secousse
Le rêve, interrompu pour un petit instant.
Beaumont-la-Ferríère (Nièvre).
ACHILLE MiLLIEN.
33
Francét,
ZARA
Heureux celui qui passe avec insouciance
Parmi les passions, les larmes, les sanglots,
Comine Ia fleur ayant Téclat, rinconscience
Et la légèreté de Tombre dans les flots.
L'existence pour toi, ne fut jamais qu'un rêve
Vague et mélodieux, suave et matinal . . .
Tu t'éveillas à peine, et, lys rempli de sève,
Tu repris pour toujours ton rêve angelical.
Ponta Delgada (Açores).
Alice Moderno.
34
FroHcêt,
ZARA
Heureux celui qui passe allégeant le fardeau
Des tourments de la vie, aux si diverses causes;
Inconscient comme passent les roses
Léger comme une ombre sur Feau.
Ton exístence fiit un rêve,
Un songe non fini, mais suave et charmant.
Tu t'éveillas, sourís. . . et vaguement
Le songe interrompu s'achèye.
C," Th. de PUYMAIGRE.
35
Wallon.
ZARA
Aweur! EU' n'a k^nohou ni les pônes di cissVeie,
Ni les orèg' dè cour boUant dVins leu toubion :
Sins noir sogn' comm' li rose et passègír' comm' leie,
Et lègir' — so les iBots ridant comme in'âbion.
— Ti veie fourit on song' dispôie li prumíre heur',
On song' qui n'finih' nin, mais doux, mais transparent.
— Ti t' dispiertas portant, ti sorias d'bonheur, —
Et puis — ti t'rèdoirmas po songí comm' divant.
liège.
Alphonse le Roy.
36
Bfomár.
ZARA
Hurous, en lous derrouns de course abenturade,
Lou qui passe àu trubès dou destin tremoulat,
Shens soupic, com Tarrose au bent enamourade,
Leuyé, com lou nuatye en lou riO miralhat!
Ta bite ere un pur rèbe à bole esmensurade,
Tout débil, mes tout dous, de luère encensat!
T'esbelhant, qu'arrisès.. . E Tamne esbapourade,
En là haut qu'a seguit lou rèbe coumensat!
Piris.
IsmoRE Salles.
Delphinêi.
Ik^k
Hèrou ceu que passit ou mitan de la peina
Et de tuis le tourmintes dont la vi' est trop pleina,
Sin brodi, coume pass' inna rosa de mai,
Et ledi coum' inn' ombr' a fleu Taiga dou biai.
La vi' ère, pre ti, n'in rèvou sin Ihemitta,
Pisablou, mé coulei et bian sad' et bian quiâ
Te t'evelhis, risout, sin soei ni grand quouita,
Dou sondou de la not te retrouvis la quiâ.
Beaurepaire (Isère).
Jean Nortègue.
38
Provençal.
ZARA
Urous quau passo entre li tristour soumbro
E li passioun dóu mounde tempestous,
Incounsciènt coume passo la ílous
E lóugeiret coume sus Taigo es Tounibro!
La vido, o chato, èro un pantai pèr tu,
Vaigue e sutiéu, mai siau qu'es pas de dire.
Derevihado, aguères un sourrire,
Piei as représ lou raive desroumpu.
Pourchièro (Bassis Aup.).
A. DE Gagnaud.
(L. de Berluc-Perussis.)
39
Catalão.
ZARA
Felis de qui ha passat pe'l llagrimar
y les passions dei viure enganyador,
inconscíent com passa tota flor
y Ueuger com un'ombra sobre '1 mar.
La vida t'era un somni: indefinit
y ténue mes siiau y transparent.
Despertares. . . rigueres. . . y seguit
reprengueres lo somni vagament.
F. Mateu.
40
McttoT^nitio»
ZARA
Ditxós d'aquell qui passa per la vida
y el buli de ses passions, tot ignocent;
ignocent com la rosa en sa florida,
y Ueuger com la sombra esmortuida
qui vola demunt Taigua transparent.
Indefinida, tenre, silenciosa,
fou-te la vida un somni vagatíu;
sentires . . . sonrígueres amorosa
y arreplegant les aleos, vaporosa,
el somni continuares fugitiu.
Miguel S. Ouver.
41
Castelhano.
ZARA
Feliz quien no sintió de las pasiones
La violenta lucha tormentosa,
Conservando inocente y candorosa
Sus mas nobles y castas ilusiones.
Fué su vida un ensueno indefinido
De algo remoto y bello y refulgente,
Y ai despertar sonrió y vagamente
Continuo su sueno interrumpido.
Madrid.
Luís VlDART.
4»
CastelhaHO.
ZARA
Feliz quien las radezas y el halago
De esta agitada vida, en sus rigores,
Inocente pasó, como las flores,
Y leve como sombra sobre el lago.
Fué tu existência sueno indefinido
Y ténue, pêro suave y trasparente:
Despertaxte, sonreíste. . . y, vagamente,
El sueíio continuaste interrumpido.
Lisboa.
Nicolau de Goiry.
CoiteUumo,
ZARA
j Cuan venturoso aquel que por la angustia
y las tormentas de la vida humana,
inconsciente pasó como la rosa
y leve cual la sombra por el aqua!
Era tu vida un sueSo indefinido,
ténue, mas suave que la luz dei alba.
jAy! te acordaste. . . sonreiste. . ., y luego
tu dulce suefío continuo! j Descansa!
Madrid.
G. NUNEZ DE ArCE.
CatieUuBÊO fPerú),
ZARA
Feliz quien ha pasado sín combate
con las pasiones que hacen la existência,
como la flor que el huracán no abate,
como sombra en la acuátil transparência.
Era tu vida un sueno, indefinido
y ténue, pêro bello y transparente.
Despiertas y sonries . . . é inconciente
el suefio proseguiste intemimpido.
Madrid.
Ricardo Palma.
Castelhano (Habana).
ZARA
Feliz quien entre el duelo y amargura
Del mundo y sus pasiones borrascosas
Inconsciente cruzo como las rosas,
Leve cual sombra sobre el agua pura.
Un sueno era tu vida: indefinido,
Vago, pêro suave y transparente :
Despiertas . . . sonreiste . . . y dulcemente
Has continuado el suefío interrumpido.
New-York.
Francisco Sellén.
46
Asturiatto (bable).
ZARA
Dichósu '1 que s' esnidia gayaspéru
sin saborgar la cuíta amargurósa
naquisti mundo, como fái la rosa,
y sele cual la sombra so 1 reguem.
To vida yera un suefíu: endefenidu
y amorósu, mas suave y traspariente.
Volviéste 'n ti. . . sonríste. . . y dolcemente
entamáste col sueiíu interrumpidu.
Teodoro Cuesta.
47
Miranda».
Ik^k
Feliz de qulêm passou pY antre Ia mauga
Y el Ihúitar de la vida temultosa
Amconciente, cumo Talva rosa,
Y leve qual selombra subre Tauga!
La vida era-te um súônho: andefenido,
Mas súavle y trasparíênte, d'einocente.
Acordeste. . . sorriste. . . y vagamente
Acontineste el súônho amterrompido.
Miranda do Douro.
Manuel Sardinha.
48
Gallego,
ZARA
Ditoso quen pasou por entr'a magoa
I-as pasions d'a existenza tormentosa,
Deporcatado, como pasa a rosa
E leve como a sombra sobr'a agoa.
Era ma vida un sono indefinido
E ténue, pêro doce e transparente,
Acordache . . . sorriche . . . e vagamente
O sono continuache interrumpido.
Madrid.
M. Curros y Enriques.
49
Rumeno.
LA ZARA
Ferice acel ce trece a vietii tumultóse
Restriste si necazuri si patimí ce o intin,
Inconsciú ca o flore, usior ca si o umbrâ
Pre valurile màrií sburdalnic alergând.
Un vis 'ti fu viatza, un vis usior si dulce
Nici un mister intr'ênsa
Te desteptasí. . . pre buze cu un suris de ânger
Si éra'sí inceput — aí visarea^tí intreruptá.
Kraiova.
Maria P. Chitiu.
5o
Rumeno.
SARAI
Ferice e fun'ta, care trai scutità
De marea infinita, de chinuri pre pâmênt:
De gânduri ca §'o rosa ea libera fu'nd:
Ca o umbrà ce'n maré gluteste linistitâ.
Vis mândru 'p fu viata: noroe, dalbà luminâ,
Avutâ in dulceatâ. . . in ea te ai desteptat
Abea surizi ín densa, abea câ te ai miscat. . .
ín grab' ne pânâsisesi. . . din nou suferitu earâ!
Dr. Moldován.
5i
Polaco.
ZARA
Gdy kto przejdzie w posrodkie bolesci szczesliwy.
Przez ten ciçzki bój zycia i swiat ten buozliwy
Nieswiadom, tak jak widac ze róza przechodzi,
I lekko, jak nad wod% przesuwa siç promién
Czyste i niepochwytne jako sen uchodzi,
Twe zycie nadmiar watte tak przemija jak dzién. . .
Lasmiatas síç zbudzona. . . i jakze rozkoszníe
Przeci^gnatas widzenie. . . przerwane zatosnie!
JOSEPHINE ZaLESKA.
52
Polaco.
ZARA
Szczçsna, co przeszla przez zyciowe burze,
Wsród namiçtnosci i nawainic bytu
Czysta, urocza. . . jako wonne róze
Jako cieií mkn^ca po toniach blçkitu. . .
Dni twe mínçly jak senne marzenia
Ciche i jasne jako promieii slorica
Usmiech ozlocil chwilç przebudzenia. . .
Znowus zasnçla. . . i maryzysz bez koiíca.
Wladislaw Zukowski.
53
Bohemio»
ZARA
Ó bláh, kdo zármutkem skrz bouf í vravy,
skrz vásní privai zitím projít múíe
tak bez starosti jak prochází raie,
tak lehce jak stín nad vodami hravy.
Tvâj zivot sen: hrál v neuréité kráse,
byl plachy, ale prâsvitny a sladky.
Tys zbudila se, usmála-a zpátky
jsi padla v sen svãj pferuseny zase.
Iaroslav VrchlickV.
Rimo,
&
CQ
^
&•
S ^ S jí
O O u
55
Sloyeno,
ZARA
Oj sreéen, kdor ne vé, kaj je teíava,
Kaj je namir in kaj íivljenja beda,
Kdor se, kakôr cvetica, ne zaveda,
Legák kakòr nad vodo senca piava!
2ioljenje tvoje, kaj je bilo? Sanje!
Nejasno ali sladko si sanjala;
Zbudila si se . . . maio nasmijala . . .
In zopet zamizala v prejsnje spanje.
JOSEF StRITAR.
56
Slopoeo.
ZARA
Blahoslaveny, kto vyhnul zánnutku,
Nenesúc fazké bremeno nerestí,
Sfa roztomilej ruze vanie vonné,
Sfa mihotavy tien na vodách na morskych.
Krátunky iivot tvoj spánku boi podobny,
Nezny, ligotavy, slasti plny kvietok;
Vanie ia zbudilo, s úsmevom s' híadela,
A po malej choili uz si zas' buvala.
P. JOSEFUS BUDAVÁRY.
Croata.
ZARA
Sretni oni, kojim íivot leti
U brigama, u strastima íarkim,
Pun oluje, buke i nemira!
A oni si nesv'jesni ko cv'jece
I lagani kò nad valom sjena.
Tvoj je zivot tamnim sankom bio
Pust-al sladat, tanak i proziran.
Ti se prenu, osmjehnu se-zaman
Pa nastavi t'jek poéinka svoga.
TUGOMIR AlAUPOVIÓ.
58
Grego.
ZAPA
)^Gi)p(ç awoUcjQriaiy — TLxQáç áiepjjovrai rd pó3«,
^ èXa(pp(úÇj xaGcóç oxiá 67r( vepâv riair/caf.
*0 (3íoç Íto íiá aé wç í>«eipov. Tô eldeçy
hwzoikféç, áóptOTOv, yi\;xú, ttÍíív vgç6Íô:)Í6ç*
Athenas.
Demétrius Bikelas.
59
Albanês,
ZARA
Lum kusc rrah per u8 t' eegetit
E n' travaj t' ksai jets t' sckretnume
Musc me giâm, me t' vsctira e mlume,
Pse me *j cias kta tese maroin!
Paa kuituu e paa mennue
Si gni ghange paa diit giaâ,
si 'j hije n' uina t' mbaa
8mri e ditt gi88 po kaloin.
Si gni gium kie jeta e jote,
1 paa preem, por i pelc8scem,
I permabscem e i sckelz8scem
E i jamel fort u duk.
Ti u ciove . . . por n' ghae bueen
Ti e vOne me ghaemen. . .
Fluturove ne ds^en
M'e ke88 giumin ci lêe kput!
* * *
6o
Inglét.
ZARA
Happy are those who pass midst sorrow*s care
Or worldly passions which tumultuous rave,
Unconscious as the flower which scents the air,
And light as shadows floating on the wave.
Thy life was but a dream, as undefined —
Though vague, 't was sweet, transparent as the dawn.
Awakened, — thou hast smiled, — then through thy mind
Swiftly the dream's continuous coúrse was borne.
Londres.
F. W. Driver.
6i
lngU$.
ZARA
How happy those who Ve passed amid the pain
And passions of a world immersed in strífe
Unconscious, as the rose doth pass its life,
And light as fleehing shadows o'er the main !
Thy life it was a dream; indefinite,
Sans substance too, and yet, transparent, sweet.
Thou didst awaken once and smiling greet,
And then pursue thy dream the break despíte.
Bowdon.
Edgar Prestage.
62
Inglês (Estados Unidos.)
ZARA
Happy the soul that dwells in peaceful rest
While earth's tumultuous passion ebbs and flows,
Puré and unconscious as the budding rose,
Gentle as shadows kissing oceanos breast.
For thee life was a tranquil, crystal stream,
A dream, ali loveliness, of paradise;
Awaking, thou didst smile in sweet surprise,
Only to fali asleep once more, and dream.
New-York.
Helen S. Conant.
63
Dinamarquéi.
ZARA
Lyksalig den, hois Lod det blev at skríde
igjennem Storm og StíUe her paa Jord
saa ubevidst som Rosen i sin Flor,
saa let, som Skygger over Vandet glide!
For dig var Livet Dr/rfm; med Omrids svage,
men blid og let forklarlig for din Hu. . .
Du yaagned op, du smiled. . . kun et Nu;
saa sank Du stille i din Dr>tfm tilbage.
Kjtfbenhavn.
A. RlCHTER.
64
Norueguêt.
ZARA
Osalige de, som vandre sin Vej
Mellem Livets Storm og Smerte,
De sorglôse svinde som Roser pâ Hej,
Lette som Skyggen pâ Bõlgens Hjerte.
En DrOm var dit Liv, ej endnu klar,
Skjôn dog, og lys som Vârskyer lette,
Du vãgnede. . . smilte. . . og borte var;
Halvendte Drõm Du vilde fortsãtte.
Florence.
JOSÉPHINE G>STANTINI ArNTZEN.
65
Sueco.
ZARA
Sãll den, som fram bland lidelser och strider,
bland fl^d och nõd sin vâg tíliryggalagt
ovetande som rosen i dess prakt
och lãtt som skuggan, der lãngs sjõn den glider.
Lifvet en drôm dig var, och nu dess minne
syns dig en vacker saga, slutad nyss. . .
Du vaknade, du log. . . ty dôdens kyss
ej afbrõt drõmmen i ditt bamasinne.
Upsala.
GORAN BjÕRKMAN.
66
Sueco.
SARAS DOD
Sâll den, som frân lifvets sorger ílydde,
Fõrskonad af dess smârta och dess stornuner;
Oskyldig som rosenknâppen som ej anar frâstnatten,
En skugga den i hafvets vãg fôrsvann.
Som en drôm, sã var dit kãrta lif,
En liten gnista, men af Ijufhet fíill.
Du vaknade. . . du log deri. . .
Du tystorade . . . drõm i ro.
HiLMA SZINNYEI.
67
Neerlcnuih,
ZARA
Gelukkig zij die sweeft door wereldsmert,
Niets weet der driften in haar jeugdig hert.
Onwetend ais de roos en ligt ais golvenscbuim.
Uw leven was een droom verzwmdend in het ruim,
Zachtzinnig, glansrijk zijt gij ofgestaan,
Ge lachtet rein en vingt uw droomen weder aan.
E. HiEL.
68
NeerUmdêt.
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69
Neerlande^.
ZARA
O gezegend! Die de droefenis verlaat,
De driften, waar men rusteloos in leeft,
Onbewust, gelijk de lenteroos vergaat,
En licht, gelijk de schauw op 't zeevlak zweeft.
T leven, waas roor U het onbestemde pad,
Een droom, zoo zacht en zoo doorschijnend klaar.
Lachend zijt ge ontwaakt . . . en hebt uw droom hervat
Alsof hij enkel onderbroken waar!
Bruges.
Maurits Sabbe.
70
AllemSo,
ZARA
Gliickselig wer voriiberging am Weh
Des Lebens und der Leidenschaft Getose
Unwissend, wie voriibergeht die Rose,
Und fliichtíg, wie der Schatten ob der See.
Dein Leben war ein Traum — begriffen kaum
Und leicht, dess Licht und Lieblichkeit du trankest;
Du wachtest auf und lâcheltest und sankest
Zuiiick in deinen unterbroch'nen Traum.
Mânster.
WiLHELM StORCK.
7»
AUemão.
.ts c
^ W-s ^
o
1
X
S-2
7i
ÂUemâo.
ZARA
Wohl ihniy der stíU und ruhig geht durchs Leben,
Nicht HerzensstUrme kennt, nicht Sorg' und Mtihen;
Sich selbst nicht kund, wie Blumen trãumend bltíhen,
Leicht, wie die Schatten tiberWellen schweben.
Ein Trâumen war dein Leben, hold und heiter,
Ein wesenloses Schaun; die Augenlider
Hobst du. . . ein Lâcheln. . . senktest dann sie wieder.
Nun liegst du da, nun schlâfst und trâumst du weiter.
JOSEPH StRITAR.
73
Daco-taxanico.
ZUÔR
Wiêr âbekritt zei liem verliêft, uch frôo
Fu allr lêdnshaft, glecht ãnem hêpche
Fu ãnr môblâm, ânem ruizeknépche,
Unt gít w£Le schâedn, dhãe of th'm wasser gôo.
ÃzulSl drôm nur wôr dhei liêmsglâkk;
 batzke nur, wat awer sSless ufiêchelt
Ãn ôd'm, dhiêr dhih trôf . . . the hast geliêchelt .
Unt sônkst enth' nupse, kum erwaht, zerâkk!
M. H.
74
Bretão.
IkY^k
Eurus ar ré dremen dré ankeniou ar bed
Ha dré hé vrézéliou criz ha poanius meurbed,
Heb drouc ha heb labez, evel eur rozenn flour
Ha scanv evel ar skeud a dremen war ann dour!
Evidout ar vuhez 'zo bet eun hunvzé kaer,
Eun hirnvzé douss ha koant, lévénès ha sclerder.
Eun deiz, e tishimvas hac, a ris eur c'hoarzic . . .
Ha 'distroas d'as hunv, koant evel eur goulmic.
Quimper.
F. M. LuzEL.
IrUmdh.
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M ji -3 ^
76
Daco-cigano.
SARA
Th* avel baçtali savi gindostar miklalla,
E bibaçtali butçi na restasla!
Savi akana barol, sar e luludí,
Sar ek ncalin savi linelpes po pafii.
Kiso tsinono has t*ro ]ivipo sar ek tsuno,
Ek tsinono ududalo thai gulimaha pçVdo;
Opre ustçital. . . thai asafial. . .
Pani iseliial o kieder sutçal!
77
Hftrako.
mriT
bsp nttíí»? Í2r} -yfiíi "n^íS
' ^1. n*^ í»""!! Y'^ ' r?n **^1
Lisboa.
J. BÉNOUEL.
78
Árabe,
Zj^j
cr^ c)k^' t^J^k %
iiliij 5^ Laljl ^SÍ
Cpí^^»' j*'í^L)j ^^;jj^*«ííi'
Paris.
Abou Nadoara.
79
FinUmdh,
ZARA
Ne onnelliset, joiden elâmâ
Maailman himojen ja huolten inyrsk3âss£l
On tiedotoín kuin ruusu tuoksuva
Ja kepeã kuin varjo aallon pinnalla.
Myõs sinun elSUnãs or unelma
Ntin mãârãtõn ja kuitenkin ntln ihana;
Sâ herãsit. . . sã katsoít. . . hymyilít,
Ja uneen rauhaisahan jãUeen nukahdit.
Helsingfon.
Kaarle Krohn.
8o
Finlandês.
SAARAN KNOLO
Autuas, ken murheett' clâã saanut tããlã.
Olomme huolentaakast' sâilyen,
Aatost' ilman, kuin vuusun nuppunen,
Lailla varjon, joka lichuu vetten paâlla.
Unclma tãllainen on ollut olos' sun,
Suloinen onni, pian pããttyvâ. . .
Hevãat, hunliir hymy. . . miks' viipyã?
Nukahduksiía sâ taas olet jo vaipununn'.
J. SZINNYEL.
8i
Húngaro,
SARI
♦Áldott a lény, mely bútol menekíilt,
Nem érvén még õt létOnk szenvedélye:
Akár rozsának ártatlan kehélye,
Akár árnyék, mely tengerhabra tilt.
Mero álom volt rõvid életed,
Csekélyke fény, de édességgel tele . . .
Fõlébredtél . . . s ím mosolyogtál bele .
Abba hag3rtad. . . folytatva szendered!
LOMNITZI VaLAMÍR.
82
ZARA
Mundu ontako pena ta grifien artían
Pasa zifian bertatik chit zori onian,
Ala nola itzala uraren ganian
Edo manchik gabeko arrosen antzian.
Zu bizi zifian emen amets egitian
Ezin esan liteken moduren batian,
Bana goso ta garbi ! . . . Berríz esnatzian
Zernetan eginik amets far-írrian.
S. Sebastían.— Gaipuzcoa.
António Arzac.
83
BIBLIOGRAPHIA
^ Stj*.:^. \^ 'SL-^^x.
ZARA
BIBLIOGRAPHIA
I — Zara. Imprensa portugueza. Porto. Sem data (1880).
Folha solta com restrícta tiragem para as pessoas da família
do dr. António Joaquim de Araújo.
2 — Anthero. Cadencias Vagas. Versos colligidos por Joa-
quim de Araújo. 8.*» viii-72, 1892. Typographia da
Academia Real das Sciencias, 1892.
Pag. 21 e 22. Nesta ultima pagina, encontra-se a traducçâo
alleman do sr. Wilhèlm Storck, e na primeira uma carta
de Anthero a Eduardo Coimbra, acerca da poesia Zara.
3 — Anthero de Quental. Raios de extincta lu:(. Poesias
inéditas (1859-63) com outras pela primeira vez
coUigidas. Publicadas e precedidas de um escorço
biographico por Theophilo Braga. 8.® xLviii-257 pag.
Typographia da Academia Real das Sciencias, 1890.
Pag. 161 a 164 reproduz a matéria das paginas citadas em
o numero anterior.
87
4 — Aus Portugal und Brasilien. (i 25o- 1890). Ausge-
wãhlte Gedichte verdeutscht von Wilhelm Storck.
Munster, 1892. 8.**, xvi-271.
A pag. 200, traducçâo alleman do sr. Storck, sob n/ i85.
5 — GouTTEs D AME, par Tauteur á'Épines et roses (Tom-
maso Cannizzaro). 8.% pag. xviii-Soq. Impresso em
Messína sem indicação de typographia, mas na do
autor.
A pag. 533 a traducçâo francesa do illustre poeta siciliano,
reproduzida neste volume.
6 — Fjori d'oltralpi, saggio di traduzioni poetiche, per
Tautore di Uragani (Tommaso Cannizzaro), secon-
da serie. Messina, 1893. 8.», xxvi-443.
A pag. 56, versão em dialecto siciliano ; a pag. 355, versão ita-
liana.
7 — Flores da Poesia Portugueza, traduzidas em italiano
por Prospero Peragallo. Lisboa. Empresa do Occi-
dente. 1893. 8." grande, 87 paginas.
A pag. 64 uma das versões do illustre autor.
8 — Das modernas ide as na litter atura portugueza, por
Theophilo Braga. Porto. Typographia de António
José da Silva Teixeira. 8.*», 2 voL, 1893.
A pag. 91 do 2.*' volume, acha-se o traslado da poesia Zara.
9 — Anthero de Quental. Dikter bfversatta af Gõran
Bjórkman, Upsala (sem data) 8." grande, 5'j paginas
e 2 inn.
A pag. 25, contém a versão sueca da poesia Zara.
IO — A oferenda de ouro. Repertório illustrado de arte
e litteratura, New- York, 1893. Vol. x, n.» i.
A pag. 27, contém a poesia Zara.
88
II — Ferrucio. Giomale delpopulo, n.» 32, anno xvi. Reg-
gio, 6 agosto i883.
Contém a versão calabresa, que este livro archiva anonima-
mente, por náo sabermos determinar se pertence ao sr. Raf-
£Eiele Lofaro ou ao sr. Giovanni de Nava.
12 — Nova Alvorada. Periódico litterario de Villa Nova
de Famalicão. Vol. iii, 1893-94. Director, Sousa
Fernandes.
Neste volume se publicaram as versões maiorquina e cas-
telhana (Habana). A rubrica indicativa de paizes america-
nos, em algumas traducções castelhanas e inglezas desta
collecção, determina tão somente a pátria dos poetas a
quem se refere, attenta, no nosso caso, a ausência de varie-
dades dialectaes.
89
índice
Pao.
Editor, coUectores, coordenadores, revisores etc. da
presente edição v
Taboa dos idiomas vii
Taboa dos traductores viii
Introducção xi
Zara 3
Traducções 7
Bibliographia 87
ACABOU DE SE IMPRIMIR
em 3o de Agosto de mil oitocentos noventa e quatro
NOS PRELOS DA
IMPRENSA NACIONAL
DE
LISBOA
THE BORROWER WILL BE CHARGED
AN OVERDUE FEE IF THIS BOOK IS
NOT RETURNED TO THE LIBRARY ON
OR BEFORE THE LAST DATE STAMPED
BELOW. NON-RECEIPT OF OVERDUE
NOTICES DOES NOT EXEMPT THE
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i
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